Il Dogui
SNVX10Redonda, em tartaruga, aqui com o clipe posto. É a que melhor explica a marca sem precisar de legenda.
Armações italianas, clipe de sol magnético, lentes ZEISS. Uns óculos a fazer o trabalho de dois.
Comecemos pelo nome, que já diz ao que vem. Snob. A marca chama-se assim porque está a gozar — com a Milão dos anos 80, a dos bares, dos casacos com ombros a mais e de quem se levava terrivelmente a sério. E leva a piada até ao fim: os modelos chamam-se Il Dogui, La Prof, Camparino, Loolapaloosa.
Agora a parte onde ninguém está a gozar. É produzida de fio a pavio em Itália pela Franco Sordelli, casa milanesa que anda nisto há décadas: acetato italiano nas armações de massa, titânio nas estruturas metálicas, charneiras que ainda fecham como deve ser ao fim de dois anos — e não só na primeira semana.
Elegante a sério, irónica de propósito. Dá para usar numa reunião e continuar a ser a coisa mais divertida que lá está.
É a mesma pessoa nas duas metades da fotografia. À esquerda, com o clipe de sol posto; à direita, sem ele. Não são dois pares — é um.
Na prática: quem tem graduação deixa de escolher entre ver bem e não apanhar com o sol nos olhos. E deixa de andar com dois estojos.
O filme da Snob Milano passa-se num hotel de Milão ao fim da tarde: gente a atravessar o átrio, um negroni ao balcão, e os óculos sempre lá — com clipe e sem clipe. Não explica nada. Mostra o ambiente de onde a marca vem.
Filme da marca, 1 min 37 s, com som. Só começa a descarregar quando carregar no ▶, para não gastar dados a quem cá vem só ver as armações.
Todos estes levam o clipe de sol ZEISS. As formas vão do redondo clássico ao quadrado marcado, e há tanto acetato como titânio. Estes são só uma amostra — o catálogo da marca tem sessenta e oito.
Redonda, em tartaruga, aqui com o clipe posto. É a que melhor explica a marca sem precisar de legenda.
Quadrada e larga, num degradê de cinzento para bege. Tem cara de quem manda calar a turma e depois se ri.
Geométrica, em acetato cinzento transparente. Muita forma, peso visual nenhum.
Preto, quadrado, sem enfeites. A que se põe de manhã sem pensar e serve para o dia todo.
Redonda, em azul transparente. Das mais antigas da casa e das que menos envelheceram.
Aviador de barra dupla, em azul. Chama-se Testarossa e comporta-se em conformidade.
Rectangular, preta, com ponte metálica. O nome é o do bar da Galleria, em Milão.
Redonda e verde-azulada. Com um nome destes, passar despercebida nunca esteve nos planos.
Redonda mas facetada, em cinzento. Um meio-termo entre o clássico e o que não é.
Quadrada e enorme, preta por fora e violeta por dentro. Chamar-lhe Twiggy é a piada toda.
Oval e estreita, aqui em bordeaux. O nome quer dizer «branco-leite», o que torna a cor ainda mais divertida.
Geométrica, em titânio azul. Leve ao ponto de esquecer que a tem na cara — e o nome é o da família que mandava em Milão.
Para quem não precisa de lentes graduadas — ou já tem os seus e quer só um par de sol a sério. Mesma casa, mesmo acetato, mesmos acabamentos.
Brancos e envolventes. Não são para passar despercebido.
Brancos, estreitos, de lente pequena. Anos 90 sem pedir desculpa.
Linha de cima a direito, armação cheia. Dos que assentam em quase toda a gente.
Armação creme, lente laranja. O par mais solar da lista, no sentido literal.
Redondos facetados, lente azul degradê e hastes em tartaruga por dentro.
Rectangulares e pequenos, em creme com lente cor de telha.
Ovais e grossos, em preto. Discrição zero, e de propósito.
Quadrados, em tartaruga. Dos que combinam com tudo sem pedir licença a ninguém.
Mostrámos vinte modelos. A Snob Milano tem sessenta e oito armações com clipe e dezasseis pares de sol. O catálogo da marca é o sítio para os ver todos — e não tem preços, por isso pergunte-nos a nós.